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Rosangela Enéas é publicitária, especialista em docência no ensino superior, escritora ghost writer e master coach. Como empreendedora responsável pela Unicórnio Autorias de Pensamento, vem ao longo de aproximados dezoito anos, mantendo o foco em Marketing de Conteúdo utilizando técnicas de Coaching como base metodológica para prestar serviços dentro de suas competências.

18/11/2018

O ABC de um bom #Ghost Writer

O ABC de um bom #Ghost Writer

Profissionais da escrita fantasma (#Ghost Writer), ou, em outras palavras, escritores (autores) que vivem no anonimato para que os direitos autorais passem para seus contratantes, vem a cada dia, adotando novas posturas empreendedoras que não raro, estão indo além da técnica de escrever.

Uma delas e, porque não dizer, a principal, é entender como fazer disso uma profissão que “sempre existiu, sem nunca poder dizer que existe” (palavras adaptadas do escritor #Ghost Writer Pedro Cavalcanti) e que justamente por isso, tem contribuído para alavancar a carreira de muitas pessoas.

E, quando eu digo “pessoas”, me refiro à palestrantes, apresentadores, professores, políticos e empresários que não se sentem à vontade para escrever , não gostam ou não tem tempo de elaborar textos de valor (com conteúdo interessante), mas que, nem por isso, deixam de atuar com relativa ou total maestria no que lhes compete fazer.

A partir desse target, um escritor - fantasma ou não - poderá sentir a sua carreira mais facilitada ou, até mesmo fomentá-la, se levar em consideração além dos conceitos de Marketing de Conteúdo, três passos que, considero básicos, a saber: 

A
ssumir a verdade sobre si mesmo sob ângulos diferentes. O que você já possui ou não de concreto, para ingressar – ou continuar – na carreira de escritor? Elabore planos de ação (projetos) onde você possa ser o ator principal nas páginas dos conteúdos que escreve e não, um coadjuvante de opiniões, sem a devida valorização da sua arte (dom de escrever).   

O ABC de um bom #Ghost Writer


Muitos acreditam que para ser um escritor – fantasma ou não – é preciso que tenha um "vasto acervo literário mental". 

Apesar de ser essa uma consideração relevante, estaria ao meu ver, um pouco distante de tornar-se um fato, posto que, se assim fosse, o que dizer de outros profissionais, como por exemplo, os locutores de rádio que, mesmo sem ainda conhecer as técnicas da profissão, por haverem nascido com um timbre vocal diferenciado, conquistaram sucesso na área?
 
É sabido que um locutor quando “entra no ar”, precisa deixar seus pensamentos e formas de ser de lado e, atuar como o personagem que lhe será indicado. Será que, para conseguir fazer isso, ele necessariamente passou grande parte de sua vida representando ou, devido ao seu dom pré-existente, ele passou a se aprofundar mais nas técnicas dessa profissão? 

No meu livro[1] considero que escritores são profissionais que aprenderam a construir etapas firmadas em auto diálogo e, alerto para o fato de que muitos profissionais da escrita mantém na falta de objetividade - sendo a resistência, uma delas - uma ferramenta auxiliar de seus sentimentos, o que só lhes tem contribuído para aprimorar uma organização mental ineficiente.

Por conta disso e/ou, outras aspirações mal elaboradas, muitos escritores abandonam seus sonhos ainda na fase do rascunho.

Sendo assim:

Proposta A: Para ser um bom #Ghost Writer, faça da profissão o seu sonho e, passe a empenhar-se nele, sem dar tanta importância à quantidade de leitura e/ou escrita que você por ventura, tenha ou não efetuado até hoje. Todavia, reflita sobre a qualidade das mesmas enquanto recicla os seus próprios conhecimentos. Descubra novos assuntos dentro do seu interesse, mas, atenção: com o tempo, você irá perceber que um #Ghost Writer, escreve sobre o assunto requisitado pelo cliente. O que fazer nesse caso? Essa resposta poderá estar no próximo parágrafo.  

B
om escritor é aquele que tem interesse em interpretar textos e, de acordo com as próprias idealizações e abstrações, escreve sobre diferentes temas com criatividade, fazendo com que, em cada capítulo ou artigo, surjam novas histórias sobre o mesmo assunto, posto que nelas, acrescenta novas visões (conhecimentos) para si, para o cliente e para seus leitores.

O ABC de um bom #Ghost Writer


Se, por um lado, ser um escritor fantasma como profissão, exige mais do que a simples frequência (constância) de leitura, digitação ou o conhecimento gramatical de alguém; por outro; conhecer – ou adquirir conhecimento – na arte da interpretação de imagens, áudios e textos, é essencial para a carreira, uma vez que, sem a tal não existirá a comunicação como expressão autoral.

“Parece não ser mais segredo que, escrever conteúdos e, não apenas redações, são atos de conquista. [...] A partir desse fato e, porque não dizer também, por conta dele, a reputação devida aos serviços ou produtos oferecidos, toma como base em qualquer parâmetro de mercado, o que é entendido e subentendido nos textos, áudios, vídeos e/ou imagens, que são apresentados. ”[2]

Nesse sentido, vale lembrar que as palavras de David Ogilvy: “Comunicação não é o que você diz, é o que os outros entendem”. Se um escritor não souber interpretar as formas dos sentimentos alheios (clientes), como conseguirá fazer (expressar) de maneira que os leitores o entendam?

Sendo assim:

Proposta B: Para ser um bom #Ghost Writer aprenda a se colocar no lugar do seu cliente, encontrando respostas que englobem “o como”, “o para quem” e “o porquê” você seria o profissional indicado para um serviço específico que lhe esteja sendo apresentado e, a partir dessas respostas, credite a si mesmo (a) a possibilidade - ou não - de ser contratado (a), sem levar possíveis negativas para o lado pessoal. Isso porque, agradar a todos é uma missão, no mínimo, inviável. Por outro lado, agradar a maioria, é possível. E, para tanto, a construção da empatia, tem se mostrado como uma boa solução. Observar “o outro” (o cliente em potencial) como ele realmente é, ao invés de percebê-lo como você gostaria que ele fosse/agisse na negociação, pode ser o caminho mais assertivo. No próximo parágrafo escrevi algumas ferramentas que poderão facilitar esse tipo de engajamento.    

C
onquiste/aperfeiçoe qualidades empreendedoras para ser um bom #Ghost Writer. A paciência, perseverança, interesse, criatividade, domínio cognitivo, humildade, liderança, e um grande senso organizacional estão entre as habilidades práticas inter-relacionais capazes de criar empatia entre as partes envolvidas dentro de um processo comunicativo.


O ABC de um bom #Ghost Writer

Um escritor não é - e nem pode se transformar! - uma máquina produtora de textos mas, infelizmente, muitas vezes permite que seu cérebro aceite dados externos sem pausa e sem prática de reavaliação de leituras, ainda mais, com o avanço tecnológico atual (velocidade/grande quantidade de informações).

A conquista das qualidades empreendedoras citadas e, porque não dizer também, novas ideias são mais facilmente alcançadas através do silêncio mental. Não é à toa que escritores são conhecidos pela sua natureza "solitária" ou "introspectiva".

Sendo assim:

Proposta C: Resgate e reinvente suas ideias e conteúdos aguçando seus ouvidos internos para filtrar a enxurrada de informações sobre um mesmo tema, que a web dispõe a cada clique de mouse. Estude formas de organização a partir de roteiros que melhor se adaptem ao seu estilo de trabalho, planejando os prazos de entrega combinados com o cliente, dentro do seu ritmo de trabalho, mensurando sempre a necessidade das pausas, para que as autorias aconteçam. Surgiu uma nova  oportunidade de escrita? Faça silêncio!

Termino este post desafiando você a pausar seus pensamentos neste exato momento, e, a partir da percepção e interpretação deste artigo, você deixe seus comentários para tornar este post, ainda melhor!

Forte abraço e, milhões em sucessos para todos nós!



[1] ENÉAS, Rosangela. E-books: a escrita com alma digital. São Paulo: Ed. Independente, 2018.
[2] Idem, p.8.

  
  

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