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Rosangela Enéas é publicitária, especialista em docência no ensino superior, escritora ghost writer e master coach. Como empreendedora responsável pela Unicórnio Autorias de Pensamento, vem ao longo de aproximados dezoito anos, mantendo o foco em Marketing de Conteúdo utilizando técnicas de Coaching como base metodológica para prestar serviços dentro de suas competências.

20/02/2019

Resumo: Crase (Parte Final)

Resumo: Crase (Parte Final)
Este post vem encerrar com "chave de ouro" o nosso estudo sobre o uso indicativo da crase!

Caso você não tenha conferido os nossos três posts anteriores que versam sobre esse tema, proponho que faça isso agora mesmo, para que consiga apreender esse conteúdo tão essencial dentro da área literária.

Deseja facilitar esse processo? Então clique aqui para entender sobre a regra geral e também sobre os casos em que nunca deverá utilizar o acento indicativo da crase; clique aqui para conferir as construções onde a crase deverá ser sempre utilizada e/ou clique aqui para entender - e fugir das "pegadinhas de prova" - os três casos de uso facultativo da crase ;)

Isso posto, vamos dar início ao nosso estudo sobre os casos especiais em que o sinal indicativo da crase poderá ou não ser utilizada.

Como são 8 (oito) casos, minha proposta é que você aproveite o resumo abaixo para primeiramente fazer o seu próprio, decore o melhor possível e complemente sua aprendizagem com gamas de exercícios que poderão ser facilmente encontrados pela internet, okay?!

1- Frases onde as palavras "CASA" e "TERRA" estejam presentes: lembre da nossa dica anterior, ou seja: "especificou = craseou!" 
Resumo: Crase (Parte Final)
2- Frases onde houver a expressão "a(s) qual(is)", utilize a crase somente se for possível substituí-la por "ao".
Resumo: Crase (Parte Final)
 3- Nunca utilizar o sinal indicativo da crase, se na frase houver QUEM e/ou CUJO:
Resumo: Crase (Parte Final)
 4- Quando houver duas ou mais palavras terminadas em preposição, ou seja, locuções prepositivas, você deverá utilizar sempre, o sinal indicativo de crase:
Resumo: Crase (Parte Final)
 5- O sinal indicativo da crase deve sempre ser utilizado quando na frase aparecer uma locução conjuntiva:
Resumo: Crase (Parte Final)
 6- Em caso de locuções prepositivas onde a palavra DISTÂNCIA esteja indicada, vale lembrar da dica "especificou = craseou!" pois, fora especificações, o uso indicativo da crase não deve ser utilizado:
Resumo: Crase (Parte Final)
 7- Há na frase os pronomes demonstrativos "aquele(a), aquilo, a(s)"? Então por regra, o uso indicativo de sinal da crase deverá ser utilizado:
Resumo: Crase (Parte Final)
 8- Observe o verbo e, se ele indicar tempo futuro, lembre-se de que o sinal indicativo da crase não deverá ser utilizado:
Resumo: Crase (Parte Final)

E, por aqui termina os nossos resumos sobre o tema "a crase"! 

Espero que você tenha conseguido apreender todos os conceitos compartilhados e que, continue estudando Língua Portuguesa conosco, porque o próximo post trará um outro tema muito importante para nós escritores e eternos alunos: regras básicas de pontuação.

Bons escritos! Te aguardo por lá ;)

18/02/2019

Resumo: Crase (Parte 3)

Resumo: Crase (Parte 3)
Espero que você tenha apreendido o que estudamos até aqui sobre o acento da crase!

Em caso negativo, ou seja, se você está "chegando agora", minha proposta é que clique aqui para conferir sobre a introdução desse estudo; clique aqui para entender quando a crase nunca deverá ser utilizada; clique aqui para saber o contrário, ou seja, quando sempre deverá existir a preposição + o artigo com acento grave (crase) e, somente depois, acompanhe este post, quando então veremos juntos sobre o uso facultativo da crase, okay?!

Isso posto, observe o nosso quadro e faça as suas anotações!

Tenho certeza de que por intermédio deste resumo, você nunca será pego(a) de surpresa, seja na hora de escrever, seja na hora de realizar a sua prova/exame:

Resumo: Crase (Parte 3)

Muito tranquilo, não é mesmo?! Mas, fique atento(a) e grave essas três situações, porque se for o caso de, por exemplo, você prestar algum tipo de exame, construções assim são as mais utilizadas para formar as famosas "pegadinhas"!

Sendo assim, nunca se esqueça dessas dicas e, se possível, compartilhe-as com seus amigos!

Bons escritos e até o nosso próximo post, onde iremos findar este estudo com "chave de ouro, ou seja, apresentando os oito casos especiais em que o uso - ou não - da crase deve ser muiiiito bem observado. Até lá!
 

15/02/2019

Resumo: Crase (Parte 2)

Resumo: Crase (Parte 2)
Continuando o nosso estudo sobre o acento indicador de crase, iniciado no post anterior - clique aqui para conferir - observaremos as três situações em que crasear sempre será necessário:

1- Se houver a expressão "à moda de" de forma embutida (sugestiva):
Resumo: Crase (Parte 2)
 2- Se na frase constar a determinação de horas cheias ("redondas"):
Resumo: Crase (Parte 2)

Vale colocar também neste sentido que, se não houver determinação em relação à(s) hora(s) expressa na frase, o sinal indicativo da crase não deverá ser utilizado.
Por exemplo: Voltaremos daqui a uma hora. (não demonstra certeza/exatidão de horário)
3- Com expressões adverbiais femininas:
Resumo: Crase (Parte 2)

Nosso próximo post, trará os três casos em que o uso da crase será facultativo. 

Espero te encontrar por lá ;)

Resumo: Crase (parte 1)

Resumo: Crase (parte 1)
De maneira geral, a forma mais simples de estudar sobre o sinal indicativo da crase, é dividir esse tema em: 
  • Regra geral;
  • Impossibilidade de utilização; 
  • Obrigatoriedade de utilização; 
  • Uso facultativo e;
  • Casos especiais.
Proponho que "a decoreba" faça parte integrante no início do aprendizado de acordo com os temas acima, para que a prática posterior consiga gradativamente assumir formas de aprendizagem mais adequadas.

Sendo assim, vamos ao primeiro - regra geral - a partir da seguinte dica:

Demais regras (demonstradas nos próximos posts) à parte você saberá se deverá ou não utilizar o sinal indicativo da crase, quando em uma frase, for possível substituir a palavra feminina por alguma palavra masculina onde o indicativo "ao" se faça presente.

Por exemplo:
Pergunta: Observando as construções que seguem, qual delas estaria correta quanto o uso - ou não - do sinal indicativo da crase?
Construção A: Rebeca foi à faculdade levando seus livros, fichário e caderneta.
Construção B: Rebeca foi a faculdade levando seus livros, fichário e caderneta. 
Resposta: 
Construção A. Isso porque de acordo com o verbo "foi", percebe-se que "quem vai, vai a algum lugar" e assim, observa-se a presença de a (preposição) + a (artigo) = sinal indicativo de crase ou; se passarmos o trecho onde a palavra feminina "faculdade" se encontra, para qualquer outra no gênero masculino, ou seja, "Rebeca foi ao mercado", "Rebeca foi ao Zoológico", etc.; iremos obter a (preposição) + o (artigo) = sinal indicativo de crase. 

Muito simples essa "regra geral", não é verdade? Possivelmente com ela, caso também você for fazer algum tipo de exame, conseguirá eliminar alguma(s) alternativas!

Isso posto, vamos agora entender - e decorar - os casos em que NUNCA o sinal de crase poderá ser utilizado? Confira: 

Resumo: Crase (parte 1)

Há também uma forma de construção em que a crase nunca deverá ser utilizada, pois leva em consideração os nomes de lugares indeterminados.

Pausa: Lembre-se de que sempre que houver determinação, haverá crase. E, para não esquecer, aceite decorar esta dica: "determinou, craseou!"

A dica nesse sentido será uma pequena rima, muito útil para a sua "decoreba":

"Vai a e volta da crase haverá" / "Vai a e volta de, crase pra quê?"

Exemplos: Eu fui à Itália. (via à Itália e volta da Itália) = com acento de crase.
                  Eu fui a São Paulo (vai a São Paulo e volta de São Paulo) = sem acento de crase.
                  Eu fui à São Paulo da garoa. (especificação da cidade) = com acento de crase.

Não perca a parte dois deste estudo! 
Deixe aqui suas dúvidas e/ou comentários! Compartilhe-os conosco!

Bons escritos e até o nosso próximo post!


11/02/2019

Resumo: Regência Verbal

Resumo: Regência Verbal

Para acompanhar e apreender mais efetivamente o conteúdo deste post, sugiro que você leia o nosso post anterior clicando aqui, pois nele, antes de adentrar ao tema em questão - Regência Nominal - fiz menção de dicas muito interessantes que, por certo irão auxiliar e muito o entendimento não apenas do que agora iremos estudar - Regência Verbal - como também para todos os demais tópicos em Língua Portuguesa que espero, acompanhemos juntos okay?!

Isso posto, vamos então resumir o tema em questão de forma direta, ou seja, observando a teoria junto à exemplos construtivos a título de agilizar a sua aprendizagem, uma vez que os seus escritos não podem esperar!

Bom...da mesma forma que na Regência Nominal conforme dissemos anteriormente, você, como gerente ou administrador precisará manter o foco nos três "funcionários" (elementos) elementos em serviço - substantivo, adjetivo e advérbio - neste "departamento" você deverá manter o foco apenas em um "funcionário" (elemento), qual seja: o verbo.

Todavia, cuidado para não subestimar esse elemento, porque assim como nós escritores, ele também poderá trabalhar de maneiras diferentes, conforme a conveniência em prol da frase.  Essa conveniência recebe o nome de transitividade.
Pausa: Sinônimos de transitividade: "2 sentidos da palavra transitivo: Incerto: 1 contingente. 2 contingente, efêmero, interino, passageiro, precário, provisório, temporário, transitório." - Disponível em: <https://www.sinonimos.com.br/transitivo/>. Acesso em 11.fev.2019.
De acordo com os sinônimos acima, poderemos concluir então que esse nosso "funcionário" tem como característica relevante, sua dependência ou não de uma preposição dependendo da frase em que ele se encontre. (lembrando do que já conversamos no post anterior, ou seja, sobre a necessidade de conhecer o maior número de sinônimos possíveis no decorrer dos nossos estudos).
Pausa: Sobre a transitividade dos verbos:
INTRANSITIVOS não precisam de nenhum complemento (objeto) para que a frase tome sentido, porém sempre deverá estar acompanhado de um adjunto adverbial qualquer (lugar, tempo, modo, etc.).
TRANSITIVOS DIRETOS não precisam de preposição mas, por outro lado, estarão sempre acompanhados de um complementar: o objeto direto.
TRANSITIVOS INDIRETOS são os verbos que trabalham de forma contrária aos transitivos diretos, ou seja, estarão sempre precisando do auxílio de uma preposição, além de virem ao trabalho, sempre acompanhados de seu complementar: o objeto indireto.
TRANSITIVOS DIRETOS E INDIRETOS são os verbos que só efetuarão adequadamente as suas tarefas, se estiverem acompanhados de seus respectivos complementos, qual sejam: o objeto direto e o objeto indireto. 
Para fixar este nosso aprendizado, vamos exemplificar caso por caso? Acompanhe:

Resumo: Regência Verbal

Minha proposta para que você consiga fixar mentalmente o quadro acima, a título de aprendizagem:

Faça a análise da frase a partir do seguinte roteiro:

1. Leia a frase por inteiro antes de analisá-la;

2. Encontre o(s) verbo(s) e coloque apenas a letra "V" abaixo dele(s);

3. Observe se na frase há algum tipo de adjunto adverbial (tempo, lugar, modo, etc.)
  • Em caso positivo: você "mata a charada" acrescentando a letra "I" à letra "V", encerrando sua análise.
  • Em caso negativo: continue sua análise a partir do passo seguinte. 
4. Observe se há ou não preposição na frase.
  • Em caso positivo: acrescente à letra "V", a letra "I" imediatamente, para que assim, você já consiga "matar a charada", ou seja, saberá que o elemento posposto (virá em sequência) à preposição será obrigatoriamente um adjunto adverbial.
  • Em caso negativo: acrescente à letra "V", a letra "T" e continue a sua análise para determinar se a próxima letra a ser adicionada seria "D" ou "I". Para fazer essa descoberta, basta que você faça perguntas para o verbo. 
Exemplificando essa metodologia a partir do quadro:
Frase: "Fui ao salão de beleza."
Pergunte ao verbo: "Aonde fui?"
Resposta: "ao salão de beleza."
Sabendo que "quem vai, vai a algum lugar" iremos observar a presença da preposição embutida "a" (aonde = a + onde). Os demais elementos estão adjuntos (bem juntos, anexados, unidos) à preposição, dizem respeito a uma informação necessária para que o verbo seja compreendido na frase e também indicam um lugar. Eles serão então adjuntos adverbiais de lugar, ou em outras palavras, o complemento obrigatório de um "VI" (verbo intransitivo).
Frase: "Estudei naquela escola." 
Pergunte ao verbo: "Onde estudei?"
Resposta: "naquela escola"
Note que a nossa resposta não apresenta nenhuma preposição e, dessa forma, o verbo só poderá ser transitivo direto. Bastará então que acrescentemos às letras "VT", a letra "D" com a certeza de que o próximo elemento, obrigatóriamente será um "OD" (objeto direto).
Frase: "Entendemos às questões."
Pergunte ao verbo: "Entendemos o quê?"
Resposta: "às questões."
Lembre que "quem entende, entende a algo ou, entende a alguma coisa", correto? Sendo assim, a presença da preposição "a" (que no caso foi indicada pelo sinal da crase "a + a" será o alerta necessário para que após às letras "VT", a letra "I" seja adicionada, tendo como complementar o seu "OI" (objeto indireto).
Frase: "Agradeço aos leitores a presença."
Pergunte ao verbo: "O que agradeço?"
Resposta: "a presença."
Cuidado! Nesse caso, a letra "a" não está craseada, ou seja, ela não representa uma preposição mas somente, um indicativo de objeto direto e assim, após às letras "VT" a letra "D" deverá ser acrescentada.
Para entender a regência dos demais elementos da frase, você deverá repetir esse procedimento com uma nova pergunta ao verbo: "Quem agradeço?"
Resposta: "aos leitores."
Lembrando que "quem agradece, agradece a alguém ou, agradece a algo, ou agradece a alguma coisa", iremos observar a presença da preposição "a" e, nesse caso as letras "VT" estarão acompanhadas da letra "I".
Conclusão: Esse verbo será VTDI (verbo transitivo direto e indireto ao mesmo tempo).
Esperando que você tenha aprendido este nosso estudo de hoje, aceite o meu convite para que deixe seus comentários, dúvidas e/ou sugestões e também, que não perca o nosso próximo post, cujo tema irá versar sobre o uso da crase!
Boa escrita, forte abraço e até lá ;)

08/02/2019

Resumo: Regência Nominal

Regência Nominal

Nos meus tempos de colégio, felizmente pude aprender com ótimos professores e, quando eu digo "ótimos", não me refiro aos que possuem cursos extra curriculares mas sim, os que notoriamente amam a profissão, posto que esses, ensinam os alunos a desvencilhar-se sozinhos, fornecendo dicas tão valiosas que, muitas vezes, só conseguirão ser percebidas ao longo dos anos.

Uma dessas dicas fantásticas que recebi e que, com muito gosto, compartilho contigo é a seguinte:

Quer apreender - e não só aprender - qualquer coisa (disciplina)? Então encontre o maior número de sinônimos possíveis das palavras que estiver lendo, ainda que as conheça.

Pausa: Lembre-se que sinônimos são palavras de mesmo significado, okay?!

O motivo é muito simples: além de você assim procedendo, conseguir esclarecer possíveis dúvidas, conseguirá gradativamente aumentar o seu vocabulário, o que seria o mesmo que "pegar um atalho" para minimizar os anos de pouca leitura que, porventura você teve!

Sendo assim, comecemos a treinar esta dica a partir do assunto deste post, ou seja: Regência Nominal.  

A palavra "regência" possui os seguintes sinônimos: 
"Governo: 1 controle, chefia, administração, gerência, comando, gerenciamento, gestão, governo, liderança, orientação, presidência." - Disponível em: https://www.sinonimos.com.br/regencia/. Acesso em 08. fev. 2019.
Isso posto, note que se um exercício solicitar algo que tenha a ver com "regência", estará em outras palavras, pedindo que você observe como está sendo feita a administração - formação/construção - das palavras que estão trabalhando duro para que a frase consiga ser formada da maneira mais correta possível :-)

No caso, você, como bom/boa gerente que é, deverá saber de antemão que em Língua Portuguesa, há apenas dois tipos de administração para essa finalidade: nominal e verbal. 

Sendo assim, para que "o departamento" da regência nominal funcione corretamente, você deverá:
  1. Manter o foco (sublinhar) os "funcionários" (elementos): o substantivo, o advérbio e o adjetivo;
  2. Observar que eles devem obrigatoriamente anteceder uma preposição.
Pausa:  Sinônimos para substantivo: "Na gramática: 1 nome. Que se refere a substância: 2 essencial, fundamental, substancial, substancioso." - Disponível em: <https://www.sinonimos.com.br/substantivo/>. Acesso em 08. fev. 2019.
Pausa: Sinônimos para advérbio: "Advérbio é toda palavra invariável que acompanha o verbo, o adjetivo ou outro advérbio, modificando o seu sentido. Exemplo: Cheguei cedo." - Disponível em: <https://www.sinonimos.com.br/advérbio/>. Acesso em 08. fev. 2019.
Pausa: Sinônimos para adjetivo: "Adjetivo é toda palavra que caracteriza o substantivo, indicando-lhe qualidade, defeito, estado, condição, etc. Ex.: homem bom (qualidade), menino traquina (defeito), moça feliz (estado), família rica (condição)." - Disponível em: <https://www.sinonimos.com.br/adjetivo/>. Acesso em 08. fev. 2019. 
Pausa: Sinônimos para preposição: "Preposição que indica direção: 1 a, em, com destino a, em direção a, na direção de, no sentido de. Preposição que indica finalidade e intuito: 2 a fim de, com finalidade de, com intenção de, com o intuito de, com o objetivo de." - Disponível em: <https://www.sinonimos.com.br/para/>. Acesso em 08. fev. 2019. 
Resumo: Regência Nominal

Este assunto termina por aqui mas, com certeza, não o nosso empenho! 

Por isso seus comentários e dúvidas estão sendo aguardados! 

Boa escrita, forte abraço e até o nosso próximo post, cujo tema será Regência Verbal!

04/02/2019

Compreensão e Interpretação de Textos

Compreensão e Interpretação de Textos
Se você é uma pessoa que durante sua trajetória educacional, não adotou a leitura como companheira constante e que hoje, por conta de seus projetos - escrever um livro, trabalhar com conteúdos, fazer seu tcc, prestar concursos públicos, outros - sentiu "na pele" as dificuldades causadas por essa ausência de prática, não entre em pânico!

Isso porque venho neste post apresentar uma proposta, para que você consiga em curto espaço de tempo, alcançar os seus objetivos de escrita: aprenda respectivamente a compreender e interpretar textos.

Isso porque, para que um texto (objeto ou imagem sempre formados por "vozes" que precisam ser conhecidas do leitor) seja compreendido, o cérebro humano utiliza estímulos (visuais, táteis e/ou auditivos) que captam as informações dos campos (níveis) fonológico (sons), morfológico (estruturas) e sintático (relação entre as palavras/imagens) para que, em sequência, faça a interpretação dos seus significados (formas semânticas e/ou pragmáticas).

Sendo assim, aprendendo sobre compreensão e interpretação de textos, você poderá eliminar muitos dos possíveis anos de falta de leitura que, por ventura, estejam causando dificuldades para que você consiga utilizar a gramática e fazer avaliações/interpretações ao mesmo tempo e tudo isso, com maior precisão!

Quer um exemplo prático?

Faça de conta que você irá prestar um concurso público - vale lembrar que todos os concursos públicos requerem do candidato ciência básica em Língua Portuguesa - e, não raro, na primeira folha da prova esteja escrito algo parecido com: "Leia o texto para responder as questões de tal a tal".

No caso, a banca já estará solicitando por intermédio das questões apresentadas, que você compreenda o texto (analise as formas e as funções das palavras = ciência gramatical) em algumas delas e, nas demais, que você as interprete (entenda e explique seus significados) de acordo com o texto. E, que texto seria esse?

Um texto que independentemente do assunto, irá obrigatoriamente ser igual a todos os outros, ou seja, deverá apresentar um título (mine texto), um contexto (frases ordenadas = informações interligadas de maneira que formem uma estrutura coesa) e um inter texto (citações diretas ou indiretas, ainda que de forma subliminar).

Para conseguir compreender o texto: 
  
* ESTUDE sobre todos os níveis de análise linguística citados acima, ou seja, sobre: as raízes das palavras, a classificação de vocábulos e também, como as palavras se relacionam dentro de uma frase tomando o verbo como foco.

* As questões que dizem respeito à compreensão de textos trazem a RESPOSTA no próprio texto. 

*No caso, tal pergunta se expressa em questões de prova que costumam encabeçar expressões como: "segundo o texto", "de acordo com o texto", "conforme o parágrafo tal", "no texto infere-se que", "qual a intenção do autor ao afirmar que", "o texto torna possível deduzir que" e outras correlatas.

Para conseguir interpretar o texto:  

* Não cometa erros de extrapolação ("viajar na maionese" colocando ideias extras), de redução (inverso de extrapolação) ou, de contradição (ainda que você tenha ideias contrárias às do autor, você deverá respeitá-las).

Para conseguir gabaritar uma prova de Língua Portuguesa em qualquer situação:
  1. Leia o texto duas vezes (uma para que compreenda superficialmente e uma para marcar os aspectos mais significativos de acordo com o seu entendimento).
  2. Identifique a(s) ideia(s) principal(is) - grife ou ilumine - com o cuidado de lembrar que nem sempre ela(s) estará(m) no título. Ao contrário do que se pensa, muitas vezes é necessário que o texto inteiro seja lido para que se entenda a razão para que o autor tenha escolhido tal título.
  3. Identifique as demais ideias de acordo com o objetivo de cada questão solicitada. Mantenha o foco na correlação - ou não - das ideias que possa haver entre elas.
  4. Analise todas as alternativas atentamente, eliminando as que não se adequam ao enunciado, ainda que você, por ventura, esteja convencido(a) sobre qual seria a questão correta.
  5. Lembre-se sempre: o enunciado das questões também precisam de compreensão e interpretação e, assim sendo, vale a pena sermos bons nisso!
Dúvidas ou comentários? Que tal compartilhar por aqui ou com seus amigos? Terei imenso prazer em continuar auxiliando você! 
 
Forte abraço e até o nosso próximo post!