Nos Bastidores do Blog

Minha foto
Rosangela Enéas é publicitária, especialista em docência no ensino superior, escritora ghost writer e master coach. Como empreendedora responsável pela Unicórnio Autorias de Pensamento, vem ao longo de aproximados dezoito anos, mantendo o foco em Marketing de Conteúdo utilizando técnicas de Coaching como base metodológica para prestar serviços dentro de suas competências.

04/01/2019

Plágio e Não Plágio: Entenda as Diferenças

Plágio e não plágio: entenda as diferenças


Muitos autores se preocupam – com razão! – em descumprir a Lei n° 9610/98 (Direitos Autorais).
Assim, o melhor será conhecer a definição de “plágio”, antes de se preocupar:

“Plagiar: vtd. 1. Cometer furto literário, apresentando como sua, uma ideia ou obra, literária ou científica de outrem: Acusaram Eça de plagiar Zola. 2. Usar obra de outrem como fonte, sem mencioná-la. 3. Imitar, servil ou fraudulentamente”. (MICHAELIS 2000 – v.2, p.1635)

Quando usamos nossas próprias palavras em um trabalho científico, visando esclarecer pensamentos de autoria alheia (citações indiretas) e/ou, como digitei acima (citação direta) e, finalmente declaramos tal fato no item “Referências Bibliográficas”, não estaremos cometendo plágio, mas sim, fundamentando a nossa pesquisa:
“Em relação ao plágio, ele se caracteriza (conforme Lei nº 9.610 de 19/02/1998) consistentemente pelo uso não autorizado ou não referenciado pelo pesquisador. Quando a lei expressa “a proteção recairá sobre a forma literária ou artística, não abrangendo o seu conteúdo científico ou técnico, sem prejuízo dos direitos que protegem os demais campos da propriedade imaterial”. [...] Porém, o Art. 108, quando trata das punições reza “Quem [...] deixar de indicar ou de anunciar, como tal, o nome, pseudônimo ou sinal convencional do autor e do intérprete, além de responder por danos morais, está obrigado a divulgar-lhes a identidade [...]”. Dentro desse aspecto, o trabalho acadêmico, seguindo os critérios da ABNT - NBR 6023, eximir-se-á do plágio pelo uso orientado dos textos fidedignos de pesquisa. ” (BELO, 2009, p.113)
           
  As citações indiretas podem assumir aspectos de paráfrase, conforme se observa:
“Parafrasear é, pois, traduzir as palavras de um texto por outras de sentido equivalente, mantendo, porém, as ideias originais. A paráfrase inclui o desenvolvimento de um texto, o comentário, a explicitação”. (Medeiros apud Aureliano 2010, p.5)
Dessa forma, “copiar e colar” textos seguindo os padrões constantes na Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT/NBR), não é cometer plágio, mas sim, praticar por escrito padrões éticos na esfera científica e, porque não dizer também, ser essa uma ação obrigatória no quesito fundamentação teórica, solicitado em “tcc”.

Referências:

AURELIANO, Ricardo. Paráfrases e citações: aula reforço 25/09/2010. Disponível em: http://www.aureliano.com.br/downloads/apresenta12.pdf Acesso em: julho/2013.

BELO, Eliezer. O trabalho acadêmico e o plágio. Por Portal Fator Brasil em 10/10/2009. Disponível em: http://www.mundovestibular.com.br/articles/7906/1/O-Trabalho-academico-e-o-plagio/Paacutegina1.html Acesso em: julho/2013.
MICHAELIS 2000: Moderno dicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Reader’s Digest. São Paulo: Melhoramentos, 2000 1v, 2v.