Plágio e não Plágio: Entenda as Diferenças

Atualizado: Mai 13


Muitos autores se preocupam – com razão! – em descumprir a Lei n° 9610/98 (Direitos Autorais). Assim, o melhor será conhecer a definição de “plágio”, antes de se preocupar:

“Plagiar: vtd. 1. Cometer furto literário, apresentando como sua, uma ideia ou obra, literária ou científica de outrem: Acusaram Eça de plagiar Zola. 2. Usar obra de outrem como fonte, sem mencioná-la. 3. Imitar, servil ou fraudulentamente”. (MICHAELIS 2000 – v.2, p.1635)

Quando usamos nossas próprias palavras em um texto, para esclarecer pensamentos de autoria alheia (citações indiretas) e/ou, compilamos as palavras de outros autores como fiz acima e abaixo (citações diretas) e, por último, incluímos suas obras como “referências”, não estaremos cometendo plágio, mas sim, fundamentando/embasando nosso texto:

“Em relação ao plágio, ele se caracteriza (conforme Lei nº 9.610 de 19/02/1998) consistentemente pelo uso não autorizado ou não referenciado pelo pesquisador. Quando a lei expressa “a proteção recairá sobre a forma literária ou artística, não abrangendo o seu conteúdo científico ou técnico, sem prejuízo dos direitos que protegem os demais campos da propriedade imaterial”. [...] Porém, o Art. 108, quando trata das punições reza “Quem [...] deixar de indicar ou de anunciar, como tal, o nome, pseudônimo ou sinal convencional do autor e do intérprete, além de responder por danos morais, está obrigado a divulgar-lhes a identidade [...]”. Dentro desse aspecto, o trabalho acadêmico, seguindo os critérios da ABNT - NBR 6023, eximir-se-á do plágio pelo uso orientado dos textos fidedignos de pesquisa. ” (BELO, 2009, p.113)

Todavia, as citações - diretas ou indiretas - se transformadas em paráfrase, haverá o cometimento de plágio. Isso porque, parafrasear é:

“[...] traduzir as palavras de um texto por outras de sentido equivalente, mantendo, porém, as ideias originais. A paráfrase inclui o desenvolvimento de um texto, o comentário, a explicitação”. (Medeiros apud Aureliano 2010, p.5)

Assim, quando se “copia e cola” trechos de conteúdos levando em consideração tais contextos, levando em consideração as regras explicitadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), não se comete plágios, ao contrário, se pratica por escrito padrões éticos e como tais, obrigatórios.

Referências: AURELIANO, Ricardo. Paráfrases e citações: aula reforço 25/09/2010. Disponível em: http://www.aureliano.com.br/downloads/apresenta12.pdf Acesso em: julho/2013.

BELO, Eliezer. O trabalho acadêmico e o plágio. Por Portal Fator Brasil em 10/10/2009. Disponível em: http://www.mundovestibular.com.br/articles/7906/1/O-Trabalho-academico-e-o-plagio/Paacutegina1.html Acesso em: julho/2013.


MICHAELIS 2000: Moderno dicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Reader’s Digest. São Paulo: Melhoramentos, 2000 1v, 2v.

De: São Paulo - SP / Brasil

Para: encontros virtuais

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